O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou, no final de junho, uma nova fase de envio de mensagens via WhatsApp para orientar a população sobre o Programa Celular Seguro — iniciativa que já reúne quase 2,5 milhões de usuários cadastrados em todo o país.
As mensagens estão sendo enviadas com prioridade para regiões com os maiores índices de furto e roubo de celulares, e trazem orientações práticas sobre como se proteger antes e depois de um eventual crime contra o aparelho.
O que é o programa
O Celular Seguro é uma plataforma gratuita, coordenada pelo Ministério da Justiça, que permite ao cidadão comunicar rapidamente o roubo ou furto do celular e acionar o bloqueio do aparelho, da linha telefônica e dos aplicativos vinculados — incluindo os bancários.
O programa conta com o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma base de dados nacional que reúne informações de roubo e furto vindas das 27 unidades da Federação. Isso permite, por exemplo, que qualquer pessoa consulte se um celular usado que está pensando em comprar tem registro de restrição antes de fechar negócio.
O uso é totalmente gratuito: não há cobrança para instalar o aplicativo, registrar aparelhos, cadastrar pessoas de confiança ou emitir alertas.
A função “Pessoa de Confiança”
Uma das ferramentas mais úteis do programa é o cadastro de uma pessoa de confiança — geralmente um familiar ou amigo próximo. Essa pessoa fica autorizada a emitir, em seu nome, um alerta de bloqueio do aparelho, caso você seja vítima de furto ou roubo e não consiga acessar o aplicativo ou outro dispositivo no momento.
Para isso funcionar, a pessoa de confiança também precisa estar cadastrada no app e logada com sua própria conta Gov.br — uma camada extra de segurança que impede que terceiros mal-intencionados façam bloqueios indevidos em nome de outra pessoa.
Como cadastrar
- Baixe o aplicativo “Celular Seguro” na loja do seu celular (Google Play ou App Store), ou acesse o site oficial do programa.
- Faça login com sua conta Gov.br (CPF e senha).
- Cadastre seu telefone, informando marca, modelo e, se possível, o número IMEI (obtido digitando *#06# na tela do celular).
- Cadastre uma ou mais pessoas de confiança, que poderão agir em seu nome em caso de emergência.
Dois modos de bloqueio, duas estratégias diferentes
Em caso de roubo ou furto, o usuário (ou a pessoa de confiança cadastrada) pode escolher entre duas opções:
- Bloqueio Total — desativa por completo a linha, as contas vinculadas e o próprio IMEI do aparelho. É a opção mais segura quando não há expectativa de recuperar o celular, já que protege totalmente os dados, mas dificulta o rastreamento.
- Modo Recuperação — bloqueia a linha e os aplicativos, mas mantém o IMEI ativo, o que possibilita que o aparelho continue sendo rastreado. É indicado quando ainda existe chance de reaver o celular.
Atenção: como identificar a mensagem oficial e evitar golpes
Como o próprio formato da comunicação — mensagem de WhatsApp com texto institucional e botões — é justamente o tipo de formato que fraudadores tentam imitar, o Ministério da Justiça reforça alguns pontos de segurança:
- As comunicações oficiais do Governo Federal nunca contêm links abertos para clique, apenas botões ao final da mensagem.
- A autenticidade pode ser confirmada pelo selo azul de conta verificada do Governo do Brasil no WhatsApp.
- A mesma mensagem é sempre enviada também à Caixa Postal do aplicativo Gov.br — se a pessoa não encontrar lá, é motivo para desconfiar.
- O Governo nunca solicita CPF, endereço ou dados pessoais por WhatsApp, nem realiza cobranças ou pedidos de pagamento por esse canal.
Quem tiver dúvida sobre a autenticidade de uma mensagem recebida pode consultar diretamente o portal oficial do programa, dentro do site gov.br.
Os números do programa
Levantamento do MJSP aponta mais de 1,7 milhão de pessoas de confiança já cadastradas, mais de 111 mil alertas de bloqueio emitidos, e cerca de 2,5 milhões de usuários ativos na plataforma — números que devem continuar crescendo com a nova fase de divulgação em curso.

