O cenário econômico nacional revela disparidades que vão além da geografia. Enquanto São Paulo consolida sua posição como o maior celeiro de super-ricos do país, abrigando quase 100 nomes na lista da Forbes, o Rio de Janeiro mantém sua relevância com cerca de 36 bilionários, incluindo figuras de peso como André Esteves e Jorge Paulo Lemann.
Em São Paulo, a diversidade de fortunas é impressionante: de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, a instituições financeiras seculares como a Família Safra, passando por Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Itaú Unibanco) e o empresário Juca Abdalla.
No Espírito Santo, essa realidade é distinta. Temos apenas um bilionário registrado na lista oficial: Nilton Carlos Chieppe, um dos principais herdeiros do grupo Águia Branca. O sucesso de Nilton Carlos Chieppe, ancorado na força da logística e do transporte, é uma exceção que confirma uma regra: nosso estado ainda precisa ampliar sua mentalidade voltada para o mercado de capitais e para a gestão de ativos.

Não se trata apenas de acumulação, mas de como a riqueza é gerada e mantida. É aqui que entra uma iniciativa estratégica, parte integrante do protocolo da Ordem dos Empresários S/A, que já atua na legalização de empresas e no fortalecimento de microempreendedores. Agora, damos um passo além: estamos promovendo uma aproximação prática entre o empreendedor capixaba e as gigantes do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o ambiente da B3.

O objetivo é claro: educar o microempreendedor a olhar para o mercado de ações, ETFs e gestão de participações. Queremos que o empresário local compreenda que o próximo nível de crescimento não está apenas na operação diária, mas na capacidade de ser dono de ativos e de integrar-se aos grandes centros de riqueza do país. A transformação do Espírito Santo começa quando mudamos a forma como pensamos, investimos e prosperamos.

